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Fisioterapia é aliada na reabilitação cardiovascular

Publicado em 20 de dezembro de 2016

O termo tratamento cardiovascular é um tanto abrangente e não se limita necessariamente a problemas cardíacos. Ele compreende todo e qualquer processo de reabilitação que de forma direta ou indireta venha estimular a musculatura corporal para obtenção de alguma melhoria da mesma. Por este motivo a fisioterapia tem sido considerada um componente fundamental na reabilitação física desses pacientes.

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Os principais órgãos do sistema cardiorrespiratório são o coração e os pulmões que trabalham conectados. O coração manda sangue do organismo para os pulmões, para que ocorra trocas gasosas, o sangue rico em oxigênio vai para o coração novamente e assim é distribuído para artérias e desta para o organismo. Muitas patologias que acometem esse sistema exigem tratamento específico e a fisioterapia pode ajudar na reabilitação, melhorando a ventilação e a oxigenação, facilitando a eliminação de secreções, aumentando a tolerância ao exercício e diminuindo a dor. Tal reabilitação acontece em várias situações, seja na manutenção e melhora da qualidade de vida, em especial na fase adulta e senil, reabilitação de lesões músculo-tendíneas como entorses articulares, patologias cardiovasculares, insuficiência respiratórias e pós-operatórios em geral.

O fisioterapeuta esportivo Pericles Machado, responsável técnico da clínica Physio Athletic, explica que a fisioterapia cardiorrespiratória é fundamental também na prevenção e reversão das complicações pós-operatórias. “Com um programa físico prévio, conseguimos melhorar o potencial de ação deste sistema e com isto evitar algumas intercorrências no ato cirúrgico como uma parada cardíaca e também problemas no pós imediato como tromboses e infecções respiratórias. Já, em demais situações como cirurgias articulares, além dos aspectos citados acima, há uma menor perda muscular no pós-operatório quando realizado tratamento prévio, o que encurta o período de tratamento depois da cirurgia”, explica Machado.

Em um primeiro momento, o fisioterapeuta analisa as capacidades e limitações do paciente, sempre com base na avaliação funcional e clínica, e, assim, desenvolve um plano de tratamento. Os exercícios propostos seguem estes critérios de forma que o trabalho flua de maneira segura e eficiente, partindo do mais leve inicialmente para o mais intenso.

O programa físico para estes casos tem características predominante aeróbicas, com carga contínua de intensidade moderada e tempo de duração prolongado, como por exemplo bicicleta, caminhadas, natação e até mesmo musculação. O programa de fisioterapia é individualizado, com atividades aeróbicas, condutas para melhorar a força e desempenho muscular periféricos e exercícios específicos para ganho de força muscular respiratória, se necessário. “Um trabalho de fisioterapia bem feito, tanto no pré como no pós-operatório, poderá significar a diferença entre um resultado de tratamento mal sucedido para um bem sucedido”, finaliza o fisioterapeuta.

Fonte: Notícias Terra

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