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Lombalgia é a maior causa de afastamento de trabalhadores

Publicado em 12 de maio de 2016

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Médico radiologista fala sobre o diagnóstico de dores nas costas, líder no ranking do INSS, e doença que afeta 80% da população mundial

A lombalgia, ou dor nas costas, lidera o ranking do Instituto Nacional da Seguridade Social (INSS) das doenças que mais afastam os brasileiros de seus trabalhos, chegando a mais de 100 mil por ano. Ainda, segundo a Organização Mundial da Saúde, de cada 10 pessoas, oito terão este problema ao menos uma vez na vida. Na profissão e no dia a dia uma série de motivos, como postura ou equipamentos inadequados, levam a esse sintoma.

Dr. Marcelo Canuto, diretor-médico responsável pelo setor de diagnóstico por imagem do laboratório Exame alerta sobre a importância do diagnóstico precoce para evitar possíveis desgastes maiores ou sem volta. “A maioria das doenças da coluna conseguem ser investigadas de forma eficaz por um raio x, tomografia ou ressonância magnética. Com a ajuda desses equipamentos conseguimos visualizar diferentes desgastes causados pela sobrecarga da coluna”, explica o médico.

De acordo com o especialista, existem sobrecargas inevitáveis como andar ou ficar em pé, mas algumas podem e devem ser evitadas, principalmente no ambiente do trabalho, local onde passamos grande parte do nosso dia. “Uma postura incorreta é corrigível. Se identificamos uma lesão na coluna, por meio de um exame de imagem, o médico especialista pode indicar medidas a serem tomadas, principalmente de postura laboral, que pode fazer parte da melhora dos sintomas”, indica.

Ressonância Magnética

Além da postura, o médico indica a realização de exercícios físicos, com o acompanhamento de profissionais adequados, para fortalecimento da musculatura das costas. “Ao sentir os primeiros sintomas, que acontecem em forma de dor localizada ou dor irradiada (aquela dor que começa em um ponto do corpo e percorre para outras partes), procure um médico que avaliará a necessidade de exames complementares”, reforça.

Alterações ósseas podem levar a sintomas, mas quando as partes moles são afetadas, como um disco intervertebral, as dores surgem de forma mais intensa ou aguda. “Um desgaste no disco intervertebral vai comprimir os nervos ou a medula, e isso leva aos sintomas. Por isso a ressonância magnética é o exame ideal para estes casos, já que é o único que detecta alterações em todas as partes da coluna, ósseas e não ósseas”, comenta o especialista.

O equipamento vai identificar as alterações mais comuns que ocorrem nos discos e nos ossos da coluna no caso dos problemas causados por má postura laborar. “Nos discos, aquele organismo esponjoso que fica entre cada vértebra, nós avaliamos possível diminuição da altura, alargamento de diâmetro (abaulamentos focais ou difusos), fissuras e hérnias. Já nos ossos, nós procuramos pelos osteófitos, formações ósseas conhecidas popularmente como bicos de papagaio ou artroses nas articulações da coluna. Todos estes sinais podem levar a uma lesão muito intensa, ou muito duradoura, tornando-a uma lesão definitiva. O ideal é sempre evitar chegar a este ponto”, conclui.

Fonte: Redação do Jornal de Brasília

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