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Os aliados da regeneração da coluna vertebral

Publicado em 17 de maio de 2017

As doenças degenerativas dos ossos acometem cada vez mais jovens. Esses males continuam sendo uma das maiores preocupações da área da saúde, principalmente no que tange à qualidade de vida.

Manter hábitos de má postura proporciona o desgaste natural, como por exemplo, ficar muito tempo numa mesma posição. As consequências podem ser graves para a coluna, demonstrando a carência de atenção para este assunto.

Os problemas podem ser variados, como Cervicalgia, Lombalgia, Hérnia de Disco, Artrose, Lordose, Escoliose, entre outros. Durante o tratamento, o principal objetivo é livrar o paciente da dor, tendo em vista o menor prejuízo para suas funções cotidianas.

Alguns dos medicamentos prescritos nos consultórios, dependendo das características químicas, podem trazer efeitos colaterais para os rins, fígado, coração e sistema nervoso central. A gravidade pode aumentar e resultar em insuficiência renal ou hepática, infarto, sonolência e déficits de concentração e memória.

Alternativa

Muitos médicos abrem mão da fisioterapia, a fim de reduzir a administração de medicamentos. Práticas de melhorias na postura e reeducação de comportamento e atitudes para uma coluna mais saudável são recomendadas.

Quando o desarranjo que se estabelece na região e causa dores tem origem numa alteração mecânica (isto é, uma estrutura saiu de seu lugar e invadiu o espaçoo de outra), essa situação vai afetar toda a anatomia original da coluna.

A principal maneira de restabelecer o equilíbrio é “remover o invasor da área invadida”. Se o paciente tem hérnia de disco, uma dilatação do disco intervertebral causando compressão de uma raiz do ciático, não haverá outra medida capaz de resolver o problema.

De acordo com o ortopedista João Otávio Correard Teixeira, graças à evolução t´técnica, hoje é possível abordar diferentes problemas da coluna vertebral por vídeo cirurgia e procedimentos minimamente invasivos.

“É feita uma pequena dilatação de espaços entre os músculos, com o intuito de corrigí­-lo sem grande perturbação das estruturas vizinhas. A não introdução de ‘corpos estranhos’, por exemplo, oferece a possibilidade de uma rápida regeneração e permite um quadro cirúrgico de pequena agressão ao corpo, fazendo com que o paciente retorne rapidamente às atividades rotineiras”, explica o ortopedista.

A anestesia costuma ser local com sedação e o procedimento demora em torno de uma hora e meia a duas horas. A internação dura 24 horas, com 15 dias de repouso e, após este perí­odo, já é possível o retorno gradativo do paciente às atividades normais.

As cirurgias minimamente invasivas vêm se tornando o procedimento mais eficaz para tratar esses problemas e garantir uma vida sem preocupação aos pacientes que sofreram durante anos com problemas na coluna vertebral.

Quanto mais cedo se avaliar a necessidade deste tipo de tratamento, mais fácil será a recuperação e maiores serão as chances de uma vida sem dor.

A mobilidade para realizar as tarefas do dia-a-dia têm comprovado que, quanto mais cedo os diagnósticos forem detectados, mais qualidade de vida os pacientes terão. “Uma vez observado que alguns paliativos já foram adotados e não surtiram o efeito esperado, uma avaliação médica e um bom planejamento cirúrgico garantem resultados satisfatórios e eficientes”, finaliza o especialista.

Fonte: Diário do Nordeste

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